embalagens alimentares

Preparar embalagens para alimentos não é brincadeira! Dependendo do produto a ser acondicionado na embalagem, existem vários fatores a ter em conta, a que devemos estar atentos, para garantir a máxima segurança dos nossos consumidores.

Para além de garantir todas as condições de higiene e segurança que devemos seguir para proteger o alimento, devemos também pensar na pegada ambiental que a embalagem escolhida irá gerar, para que possamos proteger o produto, os consumidores, e também este planeta em que todos habitamos.

Na WorkStation utilizamos apenas equipamentos de tecnologia greenguard, e somos a única empresa certificada em Portugal desde a concepção até ao produto final. Neste artigo partilhamos consigo informações essenciais a ter em conta quando estiver a conceber as suas embalagens para produtos alimentares.

Legislação a obedecer

Quando o assunto é embalagens alimentares, em primeiro lugar está a segurança alimentar, de todos os materiais que vão entrar em contacto direto com o alimento.

O Regulamento nº 1935/2004, de 27 de Outubro estabelece as regras a que devem obedecer o fabrico e a comercialização dos materiais e objectos destinados a entrar em contacto com géneros alimentícios. Neste diploma está previsto que os diferentes tipos de materiais podem ser abrangidos por medidas específicas, as quais podem incluir:

  • Listas de substâncias autorizadas, incluindo substâncias activas e inteligentes (listas positivas) e condições especiais de utilização;
  • Critérios de pureza;
  • Limites de migração (global e específica);
  • Contacto bucal;
  • Disposição destinada a assegurar a rastreabilidade;
  • Disposições suplementares de rotulagem para materiais e objectos activos e inteligentes.

Conforme disposto no capítulo X do Anexo II do Regulamento (CE) nº852/2004, os materiais de acondicionamento e embalagem:

  • Não devem constituir fonte de contaminação
  • Devem ser armazenados de forma a não ficarem expostos a risco de contaminação
  • Deverá ser garantida a sua integridade e higienização antes de utilização para as operações de acondicionamento e embalagem
  • Se forem reutilizáveis, deverão ser fáceis de higienização.

Para mais informações, não se esqueça de verificar tudo o que é disponibilizado pela ASAE.

As funções de embalagens de alimentos

Os principais objetivos de qualquer embalagem para alimentos é proteger, conservar, informar e servir. Contudo, existem alguns aspetos importantes a ter em conta relativamente a cada um destes pontos:

Proteção

Todos os alimentos precisam de ser transportados e distribuídos, de alguma forma. Durante estes processos a embalagem passará por várias mãos, pode sofrer choques, vibrações e até compressões que podem afetar o alimento. A embalagem deve proteger o alimento durante todo este processo, e evitar que este fique comprometido ou perca a sua integridade.

Conservação

Para além de proteger os alimentos de eventualidades que possam acontecer durante a sua distribuição, a embalagem deve conservar o alimento face aos diferentes fatores externos, como o oxigénio ou a luz, e servir de barreira contra microorganismos presentes na atmosfera. Ou seja, a embalagem é fundamental para garantir a qualidade e a segurança do alimento, e até prolongar a sua vida útil.

Informação

A embalagem, através do seu rótulo, serve para informar o consumidor final sobre o produto que está a adquirir.

Todos os produtos alimentícios comercializados em Portugal devem obedecer ao Regulamento (UE) nº1169/2011, para Rotulagem de Géneros Alimentícios. O rótulo deve sempre incluir:

  • Lista dos ingredientes,
  • Quantidade dos ingredientes, ou das categorias alimentares,
  • Quantidade líquida,
  • Data de durabilidade mínima (DDM), ou data de limite de consumo (DLM),
  • Condições especiais de conservação e de utilização,
  • Nome ou a firma e o endereço do fabricante, do acondicionador e/ou de um vendedor,
  • País de origem ou de proveniência,
  • Instruções de utilização,
  • Referência ao teor alcoométrico volumétrico adquirido (para valores >1,2%),
  • Presença de ingredientes alergénios.

Pode consultar toda esta informação com mais detalhes na página da ASAE.

Conveniência

A embalagem de alimentos também deve potencializar a conveniência de determinado alimento, através da sugestão de receitas, formas de preparação rápida, formas de consumo direto da embalagem, informações sobre porções adequadas, ou de abertura e fecho fácil. Tudo isto valoriza o alimento dentro da embalagem e torna-o mais atraente aos olhos do consumidor.

Sustentabilidade

Cada vez mais vemos uma tendência nos consumidores pela preferência de embalagens mais sustentáveis e amigas do ambiente. Isto pode traduzir-se na preferência por embalagens livres de plástico, feitas de materiais reciclados, ou produzidas de forma amiga do ambiente.

Para além das formas de produção do alimento, dos materiais da embalagem, são também tidos em conta, pelos consumidores, a forma como o produto é transportado.

Porque não incluir também no seu rótulo informações sobre os diferentes passos que foram tomados para garantir a sustentabilidade nos diferentes passos tomados até ao produto lhes chegar às mãos?

Tipos de embalagens

As embalagens de alimentos podem ser feitas de vários materiais, dependendo do alimento em si, do nosso gosto estético ou até dos objetivos de sustentabilidade que pretendemos atingir. Aqui fica uma lista dos materiais mais conhecidos:

Vidro

Este é um dos materiais mais conhecidos. A sua durabilidade, resistência e impermeabilidade fazem dele um material bastante apelativo. Para além disso, as embalagens de vidro podem ser totalmente recicladas, ou até reutilizadas em casa do consumidor para armazenar outros alimentos.

Alumínio

Este material é muito utilizado em embalagens por ser leve, resistente e económico. É ideal para alimentos que precisam percorrer longas distâncias, ou que sejam sensíveis à luz.
A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio, ele pode ser reciclado infinitas vezes sem que perca sua qualidade, contribuindo assim para o menor consumo de recursos naturais.

Isopor
O isopor (poliestireno expandido) é composto por 5% de plástico e 95% de ar. Por ser leve, mantém os alimentos à sua temperatura ideal, e é bastante utilizado no transporte dos alimentos até aos pontos de venda.

Contudo, não é biodegradável e sua reciclagem é bastante dispendiosa.

Plástico

Embalagens plásticas são extremamente flexíveis, resistentes e versáteis. Os principais tipos de plásticos utilizados para embalagens de alimentos são:

  • PVC – é um plástico rígido, transparente, resistente e mais versátil.
  • PS – é um plástico mais leve, brilhante e com capacidade de isolamento térmico.
  • PET – bastante resistente e uma boa barreira para gases e odores. É um tipo de plástico barato e reciclável.
  • PEAD – é um plástico flexível, resistente e com boa estabilidade térmica e química, é comumente utilizado em tampas de garrafas e potes.

Apesar das suas vantagens, a maioria destes plásticos não é reciclado devido ao elevado custo do processo de reciclagem, e muitos são descartados na natureza e levando milhares de anos para se decompor.

Papel Ondulado

Embalagens de papel ondulado possuem como vantagens serem resistentes a choques, variações de temperatura e compressão.

Esse tipo de embalagem não é agressiva ao meio ambiente e não apresenta riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. O papel ondulado é 100% biodegradável e sua taxa de reciclagem está em crescimento.

Multicamadas

Estas embalagens geralmente conhecidas como Tetra Pak (nome da empresa que as produz em maior quantidade), é composta por diversas camadas como papel (cartão), plástico (polietileno de baixa densidade) e alumínio. Protegem bem os alimentos, além de preservar o sabor e os seus nutrientes.

A camada que é possível reciclar desse tipo de embalagem é a de papel, além de ser possível a utilização das camadas de plástico e de alumínio na indústria de plástico.

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